segunda-feira, 6 de maio de 2013

Maria sempre Virgem


Maria, sempre virgem (Aeiparthenos)

 A Igreja tem constantemente manifestado a própria fé na virgindade perpétua de Maria. Os textos mais antigos, quando se referem à concepção de Jesus, chamam Maria simplesmente “Virgem”, deixando contudo entender que consideravam essa qualidade como um fato permanente, referido à sua vida inteira. Os cristãos dos primeiros séculos expressaram essa convicção de fé mediante o termo grego aeiparthenos ´ “sempre´virgem” ´ criado para qualificar de modo singular e eficaz a pessoa de Maria, e exprimir numa só palavra a fé da Igreja na sua virgindade perpétua. Encontramo´lo usado no segundo símbolo de fé de Santo Epifânio, no ano 374, em relação à Encarnação: o Filho de Deus “encarnou´Se, isto é, foi gerado de modo perfeito por Santa Maria, a sempre Virgem, por obra do Espírito Santo” (Ancoratus, 119,5; DS 44).
A definição dogmática da virgindade de maria aconteceu no terceiro Concílio de latrão, de 649, pelo papa Martinho I  
1. Definição 
 Mediante uma fórmula sintética, a tradição da igreja apresentou Maria como “virgem antes do parto, no parto, e depois do parto”, reafirmando, através da indicação destes três momentos, que ela jamais cessou de ser virgem. Das três, a afirmação da virgindade “antes do parto”, é, sem dúvida, a mais importante, porque se refere à concepção de Jesus e toca diretamente o próprio mistério da Encarnação. Desde o início ela está constantemente presente na fé da igreja. A virgindade “no parto” e “depois do parto”, embora contida implicitamente no título de virgem, atribuído a Maria já nos primórdios da Igreja, torna´se objeto de aprofundamento doutrinal no momento em que alguns começam implicitamente a pô´la em duvida. O Papa Ormisdas esclarece que “o Filho de Deus Se tornou filho do homem, nascido no tempo como um homem, abrindo no nascimento o seio da Mãe (cf. Lc. 2, 23) e, pelo poder de Deus, não destruindo a virgindade da Mãe” (DS 368). A doutrina é confirmada pelo Concílio Vaticano Il, no qual se afirma que o Filho primogênito de Maria “não só não lesou a sua integridade virginal, mas antes a consagrou” (LG,57). Quanto à virgindade depois do parto, deve´se antes de tudo observar que não há motivos para pensar que a vontade de permanecer virgem, manifestada por Maria no momento da Anunciação (Lc. 1,34), tenha sucessivamente mudado. Além disso, o sentido imediato das palavras: “Mulher, eis aí o teu filho”, “Eis aí a tua Mãe” (Jo. 19,2627), que Jesus da cruz dirige a Maria e ao discípulo predileto, faz supor uma situação que exclui a presença de outros filhos nascidos de Maria.
Assim expressa um poema composto pelo bispo Sofrônio, do VII século:
 “Salve, ó Mãe de Deus, não desposada! Salve, ó virgem integérrima depois do parto! Salve admirável espetáculo maior que todos os prodígios! Quem pode descrever teu esplendor? Quem pode cantar o teu mistério?”
2. O que afirma o Dogma da Virgindade de Maria.
Ao declarar a virgindade de Maria, a Igreja afirma que ela concebeu sem a concorrência do sêmen masculino. Para quem crê, os Evangelhos são suficientemente elucidativos.
“O anjo Gabriel foi enviado da parte de Deus … a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José, da casa de Davi, e o nome da virgem era Maria” (Lc 1,26-27).
Nesta perícope, o Evangelista afirma duas vezes a virgindade da escolhida para ser a Mãe de Jesus.
A pergunta “como isso seria possível, porque ela não conhecia homem (a expressão ‘conhecer’, em hebraico significa ter relações conjugais), o anjo lhe responde: “O Espírito Santo virá sobre ti e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra” (Lc 1,35).
O Evangelista Mateus é linearmente claro:
 “Maria estava prometida em casamento a José. Mas antes de morarem juntos, ficou grávida do Espírito Santo” (Mt 1,18).
A partir de exegeses sobre Dogma, surgiram várias hipotes.
Voto de virgindade de Maria, em oposição à cultura hebraica e a mentalidade do Antigo Testamento.
Que a virgindade perpétua decorra natural e indiscutível a partir do momento em que Maria é possuída pelo Espírito Santo, tornando-se um inaudito milagre vivo, contendo dentro de si o Filho de Deus, seguramente acima de barreiras ou limites biológicos.
Sendo Maria uma mulher prática, consciente e piedosa que, a partir da concepção milagrosa, combina com José, já então ciente do mistério (Mt 1,20-21), uma vida matrimonial virginal. Como é dito nos Evangelhos José, “homem justo” (Mt 1,19), e Maria, “cheia de graça” (Lc 1,28), não poderiam renunciar a um relacionamento conjugal diante de um Deus que descera dos céus e “armara sua tenda” (Jo 1,14) na mais íntima intimidade da vida dos dois?
Por fim, as palavras do anjo do anjo, dita no contexto da Anunciação: “Para Deus nada é impossível” (Lc 1,38) nos permite confia e não se perder em especulações evasivas.
3. A Virgindade antes da concepção.
Primeiramente os evangelhos de Mateus e Lucas iniciam com “fatídica” lista genealógica, que para alguém desatento perde a riqueza deste texto. De modo Abrupto é interrompida.
   “Jacó gerou José.. esposo de Maria, da qual nasceu Jesus que chamamos Cristo” (MT 1,16)
O texto nós traz a informação Jesus nasceu da virgem Maria, é denominado Cristo. E por fim ao relacionar a esponsal de Maria com José explicará toda a dinâmica de proteção e envolvimento de José para com Jesus.
Em Lucas o texto da Anunciação traz novos elementos.
Uma virgem da casa de Davi – Prometida em casamento a José
O Casamento era tido em duas fases: O noivado, que correspondia a um ano ao qual se vislumbrava um contrato firmado, ao qual se evocava a dignidade e pureza do noivo e da noiva.
A perturbação de Nossa Senhora (Lc. 1,34), porém, nota-se a diferença a Zacarias (Lc. 1,5-22).
O evangelista apresenta ainda como se dará (Lc. 1,35). O Espírito “Ruah” gera Jesus no ventre da Virgem Maria. O espírito torna Jesus presente. Segundo São João “Ele que não foi gerado nem pelo sangue e nem pelo poder da carne, nem pelo poder do homem, mas de Deus”. A Concepção de Virginal não fundamenta a virgindade de Maria, mas, é sinal que Cristo é o Verbo a palavra de Deus encarnada. E em virtude disto Maria é partícipe deste milagroso e misericordioso de Deus.

4. A Virgindade durante a gestação.
Assim pronunciou a Igreja no Concilio de Trento
“Se a concepção do Salvador está a cima  de toas as leis  da natureza, seu nascimento é divino, e o que é absolutamente prodigioso, o que ultrapassa todo pensamento, toda palavra é que ele nasceu  de sua Mãe sem acarretar em perda  da virgindade, do mesmo  modo  que, mais tarde, ele saiu do túmulo sem quebrar  a rocha que o mantinha fechado, da mesma maneira que entrou nas casas com as portas fechadas, onde estava o seus discípulos. Ou então, ainda, para fazer outra comparações com fenômenos ordinários, pode-se aplicar  a essa situação a imagem dos raios do sol que atravessa o Cristal sem quebrá-lo, sem prejudicá-lo, assim, mas  de maneira muito mais maravilhosa, Jesus saiu do ventre de sua Mãe sem feri de modo alguma  sua virgindade. Temos, portanto muita razão em honrar nela perpetua virgindade  e integridade perfeita. Esse privilégio  inaudito foi obra do Espírito Santo, que a assistiu de tal maneira na concepção  e na fecundidade da mãe conservando-lhe a integridade de Virgem”   
Ao mesmo tempo em que se tem a aproximação de (Mt. 1,23) e (Is. 7,14). Ei que a virgem Conceberá e dará a luz.
5. Virgindade pós-parto Compreensão Teológica e Espiritual.  
Como valor teológico, isto é, como realidade válida para o Reino de Deus, a virgindade é uma qualidade espiritual que o Espírito Santo vai fazer emergir no coração das pessoas. Eis a razão pela qual o Novo Testamento defende o valor do celibato e da virgindade, não como valores em si mesmo, mas como opção que optimiza as possibilidades de algumas pessoas para serem mais fecundas. Esta fecundidade vai no sentido de edificar a Família de Deus (Act 21, 9; Cor 7, 8; 7, 26; 7, 28). Ser virgem por causa do Reino de Deus é pôr ao serviço da edificação da Família de Deus o melhor das suas energias emocionais, afectivas e impulsivas.
As fontes referem a opção especial de Cristo, o qual decidiu viver como virgem e propõe a virgindade para alguns (Mt 19, 12; 19, 21). Mas não devemos pensar que a virgindade vale pela simples ausência de relações sexuais. Em primeiro lugar, Deus não tem ciúmes da sexualidade humana; além disso a sexualidade não é uma coisa impura. A virgindade vale como atitude de consagração. É válida para as pessoas que, permanecendo assim, são mais fecundas. A associação de sexualidade com impureza é estóico, isto é, tem origem pagã e não bíblica.
Para o Novo Testamento, a fonte da pureza ou da impureza é o coração, o núcleo mais íntimo da nossa espiritualidade a partir do qual emergem as decisões pelo amor e a fraternidade ou contra estas realidades (Mc 7, 14-23; Mt 5, 8; Jo 15, 3; 13, 10). É no interior do coração que o homem decide agir, ou não, em harmonia com a misericórdia, o perdão, a partilha fraterna.
Segundo o Novo testamento, a fecundidade que vale para o reino de Deus assenta nas decisões, opções e projectos de vida orientados pelo amor. Por outras palavras, a fecundidade humana é uma questão de amor. Os ritos de purificação legal, diz o Novo Testamento, não valem para o Reino de Deus e não tornam a pessoa fecunda (Act 10, 15; 11, 9; 15, 9; Rm 14, 14; Heb 9, 10; 1Jo 1, 7-9; Apc 7, 14).
A virgindade como opção válida para o Reino de Deus, portanto, significa uma consagração para viver uma fecundidade mais rica e profunda. Não é por acaso que o evangelho de Mateus fala das virgens loucas (Mt 25, 1-12). Estas eram loucas porque a sua virgindade era estéril. Como vemos, a virgindade como valor teológico vai muito além de uma questão biológica. Como valor para o Reino de Deus, a virgindade é uma meta atingir do que uma coisa a guardar: “O que vos digo irmãos, é que a carne e o sangue não herdarão o Reino de Deus, nem o que é corruptível herdará a incorruptibilidade” (1 Cor 15, 50). A virgindade como valor decisivo para o Reino de Deus é fecundidade na edificação da comunhão humana que culmina na edificação da Família de Deus. Esta fecundidade é obra do Espírito Santo a actuar no coração humano (Rm 8, 14-17; Gal 4, 4-7).
É neste contexto bíblico que é preciso situar a maternidade virginal de Maria. Foi muito bom para a Fé o facto de a virgindade de Maria ter sido proclamada como antes do parto, no parto e depois do parto. A doutrina da virgindade de Maria, antes, durante e depois do parto, está inseparavelmente unida à maternidade divina de Maria, à ação do Espírito Santo em Maria, ou seja, à encarnação do Filho de Deus. Pela lógica e ciência humanas ninguém ousaria afirmar sua virgindade no parto e depois do parto. Mas também pela razão humana ninguém conseguiria afirmar o mistério da encarnação de Deus. A Igreja não precisou das provas sensíveis a que recorreram os Apócrifos, ainda que revestidas de piedade e encanto. A preocupação dos Apócrifos, no entanto, em comprovar a virgindade no parto e depois do parto de Maria, mostra uma linha lógica de necessidade: não se trata de um parto de uma criança apenas, trata-se do parto de uma criança que, sendo inteiramente humana, é inteiramente divina. E se esse fato ultrapassa a ciência e a inteligência, constituindo um mistério inefável, isto é, que não pode ser expresso por conceitos humanos, com ele ultrapassa também o fato da virgindade integral de Maria.
6. Jesus Filho Primogênito
O dogma da virgindade de Maria quer ainda afirmar, sem deixar nenhuma sombra de dúvida, que Jesus, concebido do Espírito Santo e nascido da Virgem Maria, é o Filho primogênito e único de Maria de Nazaré. Em diversas passagens da sagrada Escritura encontramos Jesus sendo denominado: Filho de Maria, (Mc 6,3;MT 1-16-21; MT 2,11-20; Luc. 1,31-35; Lc. 2,27-48).
7. Os irmãos de Jesus 
Jesus Cristo, o Messias, não teve irmãos ou irmãs carnais nascidos do ventre de sua mãe Maria. Tiago Menor, por exemplo, é chamado de “irmão do Senhor” (Gl 1,19) e outras vezes se fala nos irmãos de Jesus presentes entre seus ouvintes (Mt 12,46; Mc 3,31-35; Lc 8,19). Mas todos sabem que em hebraico o termo “irmão” pode indicar qualquer parentesco, como sobrinho (Gn 12,5 e 13,8; 29,12.15), tio, primo (1Cr 23,22) e até amigo (Gn 29,4). Isso nunca foi problema teológico para a Igreja.
Mas, para que não reste dúvida é possível identificar a progenitura deste identificados como irmãos do Senhor.
Não é ele o carpinteiro, o filho de Maria, o irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? Não vivem aqui entre nós também suas irmãs? E ficaram perplexos a seu respeito.” (Marcos, 6-3)
"Não é este o filho do carpinteiro? Não é Maria sua mãe? Não são seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? E suas irmãs, não vivem todas entre nós? Donde lhe vem, pois, tudo isso?” (Mateus, 13, 55 e 56).
“Dos outros apóstolos não vi mais nenhum, a não ser Tiago, irmão do Senhor.” (Gal. 1,19)
A Sagrada Escritura nos aponta dois apostolo com nome de Tiagos, denomina-se um Tiago Maior e outro Tiago Menor. Porém, Tiago denominado Maior, era irmão São João Evangelista. “O mesmo acontecera a Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram seus companheiros.” (Lc. 5, 10).  E o outro Tiago denominado Menor era filho de Alfeu.. “Eis os nomes dos doze apóstolos: o primeiro, Simão, chamado Pedro; depois André, seu irmão. Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, Filipe e Bartolomeu. Tomé e Mateus, o publicano. Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu. Simão, o cananeu, e Judas Iscariotes, que foi o traidor.” (Mt. 10, 3-5)
Deste modo identificar o pai dos possível irmão de Jesus. Mas.  o mesmo torna-se possível identificar a mãe. Analisando o texto.
Entre elas se achavam Maria Madalena e Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu.” (Mt. 27,55)
Em paralelo com os textos
“Achavam-se ali também umas mulheres, observando de longe, entre as quais Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, o Menor, e de José, e Salomé, (Mc. 15, 40)
“Passado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé compraram aromas para ungir Jesus.”(Mc, 16,1)
Os amigos de Jesus, como também as mulheres que o tinham seguido desde a Galiléia, conservavam-se a certa distância, e observavam estas coisas. (Lc. 23,40)
“Eram elas Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago; as outras suas amigas relataram aos apóstolos a mesma coisa..” Lc. 24,10
 Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena.”  (Jo. 19,25) O texto em grego traz Maria, a do Cleofás.
 

Mateus 13- 56
Marcos 14 - 40
Lucas 24-10
João 19 - 25
Maria, mãe de Tiago e de José;
Maria, mãe de Tiago Menor e de José;
Joana e Maria, mãe de Tiago
a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cleofas
Maria Madalena;
Maria Madalena
Maria Madalena
Maria Madalena
a mãe dos filhos de Zebedeu.
Salomé
as outras suas amigas
 
Portanto os irmãos de Jesus que são aprensetados são Tiago, José e são Filhos de Maria que esposa de Cleofas, que em um dos evangelhos é chamado de Alfeu.
Uma coisa que deve ficar claro ainda esta questão da identidade e parentesco dos apóstolos não era problema para os evangelista. Primeiramente por que os Evangelhos forma escrito para revelar quem é Jesus, ou seja. Filho de Deus nascido da, virgem de Nazaré.
Por fim ao morrer na cruz Jesus é claro em entregar Maria a João, para que este a conduza para casa. O Filho primogênito entrega a sua Mãe, já que segundo a tradição são José, já havia falecido.
“Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho.. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa” (Jô. 19, 26-27)
8. Principais reformadores protestantes:
Martinho Lutero (1483-1546):
''O Filho de Deus fez-se homem, de modo a ser concebido do Espírito Santo sem o auxílio de varão e a nascer de Maria pura, santa e sempre virgem.
(Martinho Lutero, ''Artigos da Doutrina Cristã'')
Texto de Lutero já no fim de sua vida: "Virgem antes, no e depois do parto, que está grávida e dá à luz. Este artigo (da fé) é milagre divino." (Sermão Natal 1540: wa 49,182).
Por isto Lutero se insurgia contra aqueles que lhe atribuíam à doutrina de que "Maria, a Mãe de Deus, não tenha sido virgem antes e depois do parto, mas tenha gerado Cristo e outros filhos com contato com José" (Weimar, tomo 11, pg. 314). Os irmãos de Jesus, mencionados no Evangelho, são parentes do Senhor (Weimar, tomo 46, pg. 723; Tischreden 5, nº 5839). O reformador prometia 100 moedas de ouro a quem lhe provasse que a palavra "almah" em Is 7,14 não significa virgem ( Ed. Weimer, tomo 53, pg. 640 ).
João Calvino (1509-1564):
"Professo que da genealogia de Cristo não se pode deduzir que ele foi filho de Davi a não ser através da virgem." (Calvini Opera 2,351).
A respeito de Mat 1, 25: "Jesus é dito primogênito unicamente para que saibamos que ele nasceu da virgem." (Calvini Opera 45,645).
Ülrico Zwínglio (1484-1531):
'Firmemente creio, segundo as palavras do Evangelho, que Maria, como virgem
pura, nos gerou o Filho de Deus e que, tanto no parto quanto após o parto, permaneceu virgem pura e íntegra.’ (Zwinglio, em ''Corpus Reformatorum'')
John Wesley: (1703-1791):
''Creio que [Jesus] foi feito homem, unindo a natureza humana à divina em uma só pessoa; sendo concebido pela obra singular do Espírito Santo, nascido da abençoada Virgem Maria que, tanto antes como depois de dá-lo à luz, continuou virgem pura e imaculada.'' (John Wesley, fundadador da Igreja Metodista, em carta dirigida a um católico em 18.07.1749)
Conclusão
O dogma da virgindade de Maria, sempre ligado à maternidade divina, foi-se preparando e firmando nos primeiros séculos, nas pregações, escritos e doutrina dos santos padres, na liturgia e na piedade popular.
Lembremos que a virgindade de Maria vai muito além de um dado biológico e físico. João Paulo II, na encíclica Redemptoris Mater, em poucas linhas abre um leque extenso: “O fato fundamental de ser a Mãe do Filho de Deus constituiu desde o princípio uma abertura total a sua missão. As palavras ‘Eis a serva do Senhor’ testemunham esta abertura de espírito em Maria, que une em si, de maneira perfeita, o amor próprio da virgindade e o amor característico da maternidade, conjuntos e como que fundidos num só amor” (n. 39).

Fontes:
Fontes Consultadas:
Catecismo da Igreja Católica, Edição Típica Vaticana. São Paulo: Loyola. 2000. 310
Com Maria a Mãe de Jesus/ Murilo S.R. Krieger - São Paulo: Paulinas, 2001.
Quem És Tu, Maria?Jean Claude Michel – São Paulo: Ave Maria. 1996.
http://www.divinoespiritosanto.org/serie_maria.htm
www.catequistabrunovelasco.com

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