Maria,
sempre virgem (Aeiparthenos)
A Igreja tem constantemente manifestado a
própria fé na virgindade perpétua de Maria. Os textos mais antigos, quando se
referem à concepção de Jesus, chamam Maria simplesmente “Virgem”, deixando
contudo entender que consideravam essa qualidade como um fato permanente,
referido à sua vida inteira. Os cristãos dos primeiros séculos expressaram essa
convicção de fé mediante o termo grego aeiparthenos ´ “sempre´virgem” ´ criado
para qualificar de modo singular e eficaz a pessoa de Maria, e exprimir numa só
palavra a fé da Igreja na sua virgindade perpétua. Encontramo´lo usado no
segundo símbolo de fé de Santo Epifânio, no ano 374, em relação à Encarnação: o
Filho de Deus “encarnou´Se, isto é, foi gerado de modo perfeito por Santa
Maria, a sempre Virgem, por obra do Espírito Santo” (Ancoratus, 119,5; DS 44).
A definição dogmática da
virgindade de maria aconteceu no terceiro Concílio de latrão, de 649, pelo papa
Martinho I
1. Definição
Mediante uma fórmula sintética, a tradição da
igreja apresentou Maria como “virgem antes do parto, no parto, e depois do
parto”, reafirmando, através da indicação destes três momentos, que ela jamais
cessou de ser virgem. Das três, a afirmação da virgindade “antes do parto”, é,
sem dúvida, a mais importante, porque se refere à concepção de Jesus e toca
diretamente o próprio mistério da Encarnação. Desde o início ela está
constantemente presente na fé da igreja. A virgindade “no parto” e “depois do
parto”, embora contida implicitamente no título de virgem, atribuído a Maria já
nos primórdios da Igreja, torna´se objeto de aprofundamento doutrinal no
momento em que alguns começam implicitamente a pô´la em duvida. O Papa
Ormisdas esclarece que “o Filho de Deus Se tornou filho do homem, nascido no tempo
como um homem, abrindo no nascimento o seio da Mãe (cf. Lc. 2, 23) e, pelo
poder de Deus, não destruindo a virgindade da Mãe” (DS 368). A doutrina é
confirmada pelo Concílio Vaticano Il, no qual se afirma que o Filho primogênito
de Maria “não só não lesou a sua integridade virginal, mas antes a consagrou”
(LG,57). Quanto à virgindade depois do parto, deve´se antes de tudo observar
que não há motivos para pensar que a vontade de permanecer virgem, manifestada
por Maria no momento da Anunciação (Lc. 1,34), tenha sucessivamente mudado.
Além disso, o sentido imediato das palavras: “Mulher, eis aí o teu filho”, “Eis
aí a tua Mãe” (Jo. 19,2627), que Jesus da cruz dirige a Maria e ao discípulo
predileto, faz supor uma situação que exclui a presença de outros filhos
nascidos de Maria.
Assim expressa um poema
composto pelo bispo Sofrônio, do VII século:
“Salve, ó Mãe de Deus, não desposada! Salve, ó
virgem integérrima depois do parto! Salve admirável espetáculo maior que todos
os prodígios! Quem pode descrever teu esplendor? Quem pode cantar o teu
mistério?”
2. O que afirma o Dogma da Virgindade de Maria.
Ao declarar a virgindade
de Maria, a Igreja afirma que ela concebeu sem a concorrência do sêmen
masculino. Para quem crê, os Evangelhos são suficientemente elucidativos.
“O anjo Gabriel foi
enviado da parte de Deus … a uma virgem, prometida em casamento a um homem
chamado José, da casa de Davi, e o nome da virgem era Maria” (Lc 1,26-27).
Nesta perícope, o
Evangelista afirma duas vezes a virgindade da escolhida para ser a Mãe de
Jesus.
A pergunta “como isso
seria possível, porque ela não conhecia homem (a expressão ‘conhecer’, em
hebraico significa ter relações conjugais), o anjo lhe responde: “O Espírito
Santo virá sobre ti e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra” (Lc
1,35).
O Evangelista Mateus é
linearmente claro:
“Maria estava prometida em casamento a José.
Mas antes de morarem juntos, ficou grávida do Espírito Santo” (Mt 1,18).
A partir de exegeses
sobre Dogma, surgiram várias hipotes.
Voto de virgindade de
Maria, em oposição à cultura hebraica e a mentalidade do Antigo Testamento.
Que a virgindade
perpétua decorra natural e indiscutível a partir do momento em que Maria é possuída
pelo Espírito Santo, tornando-se um inaudito milagre vivo, contendo dentro de
si o Filho de Deus, seguramente acima de barreiras ou limites biológicos.
Sendo Maria uma mulher prática,
consciente e piedosa que, a partir da concepção milagrosa, combina com José, já
então ciente do mistério (Mt 1,20-21), uma vida matrimonial virginal. Como é
dito nos Evangelhos José, “homem justo” (Mt 1,19), e Maria, “cheia de graça”
(Lc 1,28), não poderiam renunciar a um relacionamento conjugal diante de um
Deus que descera dos céus e “armara sua tenda” (Jo 1,14) na mais íntima
intimidade da vida dos dois?
Por fim, as palavras do
anjo do anjo, dita no contexto da Anunciação: “Para Deus nada é impossível” (Lc
1,38) nos permite confia e não se perder em especulações evasivas.
3. A Virgindade antes da concepção.
Primeiramente os
evangelhos de Mateus e Lucas iniciam com “fatídica” lista genealógica, que para
alguém desatento perde a riqueza deste texto. De modo Abrupto é interrompida.
“Jacó gerou José.. esposo de Maria, da qual
nasceu Jesus que chamamos Cristo” (MT 1,16)
O texto nós traz a informação
Jesus nasceu da virgem Maria, é denominado Cristo. E por fim ao relacionar a
esponsal de Maria com José explicará toda a dinâmica de proteção e envolvimento
de José para com Jesus.
Em Lucas o texto da
Anunciação traz novos elementos.
Uma virgem da casa de
Davi – Prometida em casamento a José
O Casamento era tido em
duas fases: O noivado, que correspondia a um ano ao qual se vislumbrava um
contrato firmado, ao qual se evocava a dignidade e pureza do noivo e da noiva.
A perturbação de Nossa
Senhora (Lc. 1,34), porém, nota-se a diferença a Zacarias (Lc. 1,5-22).
O evangelista apresenta
ainda como se dará (Lc. 1,35). O Espírito “Ruah” gera Jesus no ventre da Virgem
Maria. O espírito torna Jesus presente. Segundo São João “Ele que não foi
gerado nem pelo sangue e nem pelo poder da carne, nem pelo poder do homem, mas
de Deus”. A Concepção de Virginal não fundamenta a virgindade de Maria, mas, é
sinal que Cristo é o Verbo a palavra de Deus encarnada. E em virtude disto
Maria é partícipe deste milagroso e misericordioso de Deus.
4. A
Virgindade durante a gestação.
Assim pronunciou a
Igreja no Concilio de Trento
“Se a concepção do
Salvador está a cima de toas as
leis da natureza, seu nascimento é
divino, e o que é absolutamente prodigioso, o que ultrapassa todo pensamento,
toda palavra é que ele nasceu de sua Mãe
sem acarretar em perda da virgindade, do
mesmo modo que, mais tarde, ele saiu do túmulo sem
quebrar a rocha que o mantinha fechado,
da mesma maneira que entrou nas casas com as portas fechadas, onde estava o
seus discípulos. Ou então, ainda, para fazer outra comparações com fenômenos
ordinários, pode-se aplicar a essa
situação a imagem dos raios do sol que atravessa o Cristal sem quebrá-lo, sem
prejudicá-lo, assim, mas de maneira
muito mais maravilhosa, Jesus saiu do ventre de sua Mãe sem feri de modo
alguma sua virgindade. Temos, portanto
muita razão em honrar nela perpetua virgindade
e integridade perfeita. Esse privilégio
inaudito foi obra do Espírito Santo, que a assistiu de tal maneira na
concepção e na fecundidade da mãe
conservando-lhe a integridade de Virgem”
Ao mesmo tempo em que se
tem a aproximação de (Mt. 1,23) e (Is. 7,14). Ei que a virgem Conceberá e dará
a luz.
5. Virgindade
pós-parto Compreensão Teológica e Espiritual.
Como valor teológico,
isto é, como realidade válida para o Reino de Deus, a virgindade é uma
qualidade espiritual que o Espírito Santo vai fazer emergir no coração das
pessoas. Eis a razão pela qual o Novo Testamento defende o valor do celibato e
da virgindade, não como valores em si mesmo, mas como opção que optimiza as
possibilidades de algumas pessoas para serem mais fecundas. Esta fecundidade
vai no sentido de edificar a Família de Deus (Act 21, 9; Cor 7, 8; 7, 26; 7,
28). Ser virgem por causa do Reino de Deus é pôr ao serviço da edificação da
Família de Deus o melhor das suas energias emocionais, afectivas e impulsivas.
As fontes referem a
opção especial de Cristo, o qual decidiu viver como virgem e propõe a
virgindade para alguns (Mt 19, 12; 19, 21). Mas não devemos pensar que a
virgindade vale pela simples ausência de relações sexuais. Em primeiro lugar,
Deus não tem ciúmes da sexualidade humana; além disso a sexualidade não é uma
coisa impura. A virgindade vale como atitude de consagração. É válida para as
pessoas que, permanecendo assim, são mais fecundas. A associação de sexualidade
com impureza é estóico, isto é, tem origem pagã e não bíblica.
Para o Novo Testamento,
a fonte da pureza ou da impureza é o coração, o núcleo mais íntimo da nossa
espiritualidade a partir do qual emergem as decisões pelo amor e a fraternidade
ou contra estas realidades (Mc 7, 14-23; Mt 5, 8; Jo 15, 3; 13, 10). É no
interior do coração que o homem decide agir, ou não, em harmonia com a
misericórdia, o perdão, a partilha fraterna.
Segundo o Novo
testamento, a fecundidade que vale para o reino de Deus assenta nas decisões,
opções e projectos de vida orientados pelo amor. Por outras palavras, a
fecundidade humana é uma questão de amor. Os ritos de purificação legal, diz o
Novo Testamento, não valem para o Reino de Deus e não tornam a pessoa fecunda
(Act 10, 15; 11, 9; 15, 9; Rm 14, 14; Heb 9, 10; 1Jo 1, 7-9; Apc 7, 14).
A virgindade como opção
válida para o Reino de Deus, portanto, significa uma consagração para viver uma
fecundidade mais rica e profunda. Não é por acaso que o evangelho de Mateus
fala das virgens loucas (Mt 25, 1-12). Estas eram loucas porque a sua
virgindade era estéril. Como vemos, a virgindade como valor teológico vai muito
além de uma questão biológica. Como valor para o Reino de Deus, a virgindade é
uma meta atingir do que uma coisa a guardar: “O que vos digo irmãos, é que a
carne e o sangue não herdarão o Reino de Deus, nem o que é corruptível herdará
a incorruptibilidade” (1 Cor 15, 50). A virgindade como valor decisivo para o
Reino de Deus é fecundidade na edificação da comunhão humana que culmina na
edificação da Família de Deus. Esta fecundidade é obra do Espírito Santo a
actuar no coração humano (Rm 8, 14-17; Gal 4, 4-7).
É neste contexto bíblico
que é preciso situar a maternidade virginal de Maria. Foi muito bom para a Fé o
facto de a virgindade de Maria ter sido proclamada como antes do parto, no
parto e depois do parto. A doutrina da virgindade de Maria, antes, durante e
depois do parto, está inseparavelmente unida à maternidade divina de Maria, à
ação do Espírito Santo em Maria, ou seja, à encarnação do Filho de Deus. Pela
lógica e ciência humanas ninguém ousaria afirmar sua virgindade no parto e
depois do parto. Mas também pela razão humana ninguém conseguiria afirmar o
mistério da encarnação de Deus. A Igreja não precisou das provas sensíveis a
que recorreram os Apócrifos, ainda que revestidas de piedade e encanto. A
preocupação dos Apócrifos, no entanto, em comprovar a virgindade no parto e depois
do parto de Maria, mostra uma linha lógica de necessidade: não se trata de um
parto de uma criança apenas, trata-se do parto de uma criança que, sendo
inteiramente humana, é inteiramente divina. E se esse fato ultrapassa a ciência
e a inteligência, constituindo um mistério inefável, isto é, que não pode ser
expresso por conceitos humanos, com ele ultrapassa também o fato da virgindade
integral de Maria.
6. Jesus
Filho Primogênito
O dogma da virgindade de
Maria quer ainda afirmar, sem deixar nenhuma sombra de dúvida, que Jesus,
concebido do Espírito Santo e nascido da Virgem Maria, é o Filho primogênito e único de Maria de Nazaré. Em diversas passagens
da sagrada Escritura encontramos Jesus sendo denominado: Filho de Maria, (Mc
6,3;MT 1-16-21; MT 2,11-20; Luc. 1,31-35; Lc. 2,27-48).
7. Os
irmãos de Jesus
Jesus Cristo, o Messias,
não teve irmãos ou irmãs carnais nascidos do ventre de sua mãe Maria. Tiago
Menor, por exemplo, é chamado de “irmão do Senhor” (Gl 1,19) e outras vezes se
fala nos irmãos de Jesus presentes entre seus ouvintes (Mt 12,46; Mc 3,31-35;
Lc 8,19). Mas todos sabem que em hebraico o termo “irmão” pode indicar qualquer
parentesco, como sobrinho (Gn 12,5 e 13,8; 29,12.15), tio, primo (1Cr 23,22) e
até amigo (Gn 29,4). Isso nunca foi problema teológico para a Igreja.
Mas, para que não reste
dúvida é possível identificar a progenitura deste identificados como irmãos do
Senhor.
“ Não é ele o carpinteiro, o filho de Maria, o irmão de Tiago, de
José, de Judas e de Simão? Não vivem aqui entre nós também suas irmãs? E
ficaram perplexos a seu respeito.” (Marcos, 6-3)
"Não é este o filho do carpinteiro? Não é Maria sua mãe? Não
são seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? E suas irmãs, não vivem todas entre
nós? Donde lhe vem, pois, tudo isso?” (Mateus,
13, 55 e 56).
“Dos outros apóstolos
não vi mais nenhum, a não ser Tiago, irmão do Senhor.” (Gal. 1,19)
A Sagrada Escritura nos
aponta dois apostolo com nome de Tiagos, denomina-se um Tiago Maior e outro
Tiago Menor. Porém, Tiago denominado Maior, era irmão São João Evangelista. “O
mesmo acontecera a Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram seus
companheiros.” (Lc. 5, 10). E o outro
Tiago denominado Menor era filho de Alfeu.. “Eis os nomes dos doze apóstolos: o
primeiro, Simão, chamado Pedro; depois André, seu irmão. Tiago, filho de
Zebedeu, e João, seu irmão, Filipe e Bartolomeu. Tomé e Mateus, o publicano.
Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu. Simão, o cananeu, e Judas Iscariotes, que foi o
traidor.” (Mt. 10, 3-5)
Deste
modo identificar o pai dos possível irmão de Jesus. Mas. o mesmo torna-se possível identificar a mãe.
Analisando o texto.
“Entre
elas se achavam Maria
Madalena e Maria, mãe
de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu.” (Mt. 27,55)
Em
paralelo com os textos
“Achavam-se ali também
umas mulheres, observando de longe, entre as quais Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, o Menor, e de José, e Salomé, (Mc. 15, 40)
“Passado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé compraram aromas
para ungir Jesus.”(Mc, 16,1)
Os amigos de Jesus, como
também as mulheres
que o tinham seguido desde a Galiléia, conservavam-se a certa distância, e
observavam estas coisas. (Lc. 23,40)
“Eram elas Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago; as outras suas amigas
relataram aos apóstolos a mesma coisa..” Lc. 24,10
“Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena.” (Jo. 19,25) O texto
em grego traz Maria, a do Cleofás.
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Mateus 13- 56
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Marcos 14 - 40
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Lucas 24-10
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João 19 - 25
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Maria, mãe de Tiago e de José;
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Maria, mãe de Tiago Menor e de
José;
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Joana e Maria,
mãe de Tiago
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a irmã de sua mãe, Maria, mulher
de Cleofas
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Maria Madalena;
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Maria Madalena
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Maria Madalena
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Maria Madalena
|
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a mãe dos filhos de Zebedeu.
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Salomé
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as outras suas
amigas
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Portanto os irmãos de
Jesus que são aprensetados são Tiago, José e são Filhos de Maria que esposa de
Cleofas, que em um dos evangelhos é chamado de Alfeu.
Uma coisa que deve ficar
claro ainda esta questão da identidade e parentesco dos apóstolos não era
problema para os evangelista. Primeiramente por que os Evangelhos forma escrito
para revelar quem é Jesus, ou seja. Filho de Deus nascido da, virgem de Nazaré.
Por fim ao morrer na
cruz Jesus é claro em
entregar Maria a João, para que este a conduza para casa. O
Filho primogênito entrega a sua Mãe, já que segundo a tradição são José, já
havia falecido.
“Quando Jesus viu sua
mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu
filho.. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa
hora em diante o discípulo a levou para a sua casa” (Jô. 19, 26-27)
8. Principais reformadores protestantes:
Martinho Lutero (1483-1546):
''O Filho de Deus fez-se homem, de modo a
ser concebido do Espírito Santo sem o auxílio de varão e a nascer de
Maria pura, santa e sempre virgem.
(Martinho Lutero, ''Artigos da Doutrina Cristã'')
(Martinho Lutero, ''Artigos da Doutrina Cristã'')
Texto de Lutero já no
fim de sua vida: "Virgem antes, no e depois do parto, que está
grávida e dá à luz. Este artigo (da fé) é milagre divino." (Sermão Natal
1540: wa 49,182).
Por isto Lutero se
insurgia contra aqueles que lhe atribuíam à doutrina de que "Maria, a Mãe
de Deus, não tenha sido virgem antes e depois do parto, mas tenha gerado Cristo
e outros filhos com contato com José" (Weimar, tomo 11, pg. 314). Os
irmãos de Jesus, mencionados no Evangelho, são parentes do Senhor (Weimar, tomo
46, pg. 723; Tischreden 5, nº 5839). O reformador prometia 100 moedas de
ouro a quem lhe provasse que a palavra "almah" em Is 7,14 não
significa virgem ( Ed. Weimer, tomo 53, pg. 640 ).
João Calvino (1509-1564):
"Professo que da
genealogia de Cristo não se pode deduzir que ele foi filho de Davi a não ser
através da virgem." (Calvini Opera 2,351).
A respeito de Mat 1, 25:
"Jesus é dito primogênito unicamente para que saibamos que ele nasceu da
virgem." (Calvini Opera 45,645).
Ülrico Zwínglio
(1484-1531):
'Firmemente creio,
segundo as palavras do Evangelho, que Maria, como virgem
pura, nos gerou o Filho de Deus e que, tanto
no parto quanto após o parto, permaneceu virgem pura e íntegra.’ (Zwinglio,
em ''Corpus Reformatorum'')
John Wesley: (1703-1791):
John Wesley: (1703-1791):
''Creio que [Jesus] foi
feito homem, unindo a natureza humana à divina em uma só pessoa; sendo
concebido pela obra singular do Espírito Santo, nascido da abençoada Virgem
Maria que, tanto antes como depois de dá-lo à luz, continuou virgem pura e
imaculada.'' (John Wesley, fundadador da Igreja Metodista, em carta
dirigida a um católico em 18.07.1749)
Conclusão
O dogma da virgindade de
Maria, sempre ligado à maternidade divina, foi-se preparando e firmando nos primeiros
séculos, nas pregações, escritos e doutrina dos santos padres, na liturgia e na
piedade popular.
Lembremos que a
virgindade de Maria vai muito além de um dado biológico e físico. João Paulo
II, na encíclica Redemptoris Mater, em poucas linhas abre um leque extenso: “O
fato fundamental de ser a Mãe do Filho de Deus constituiu desde o princípio uma
abertura total a sua missão. As palavras ‘Eis a serva do Senhor’ testemunham
esta abertura de espírito em Maria, que une em si, de maneira perfeita, o amor
próprio da virgindade e o amor característico da maternidade, conjuntos e como
que fundidos num só amor” (n. 39).
Fontes:
Fontes
Consultadas:
Catecismo da Igreja Católica, Edição Típica Vaticana.
São Paulo: Loyola. 2000. 310
Com Maria a Mãe de Jesus/ Murilo S.R. Krieger - São
Paulo: Paulinas, 2001.
Quem És Tu, Maria?Jean Claude Michel
– São Paulo: Ave Maria. 1996.
http://www.divinoespiritosanto.org/serie_maria.htm
www.catequistabrunovelasco.com
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